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De hobby a cupido profissional: Ela fatura R$ 350 mil organizando pedidos de casamento

Fonte: Redação

Na adolescência, Luísa Antunes, atualmente com 34 anos, gostava de unir pessoas apaixonadas e era telespectadora assídua de programas sobre pedidos de casamento. Já na fase adulta, formou-se em relações públicas e fez especialização em organização de eventos. Uniu as duas fases de sua personalidade com a Conquistando O Sim, agência que cria e organiza pedidos de casamentos e surpresas românticas, que fatura cerca de R$ 30 mil por mês. O negócio teve receita de R$ 350 mil no ano passado, e pretende alcançar R$ 450 mil em 2024.

A empreendedora oferece diferentes serviços — pedido de casamento, namoro, ou de reconciliação — que variam de preço conforme o desejo do cliente. De modo geral, os pedidos de matrimônio concentram 90% do faturamento da empresa.

A ideia de negócio veio em 2017, quando um primo de Antunes a procurou para pedir algumas dicas sobre como pedir a namorada em casamento — ele sabia que ela era uma boa “cupido” e tinha experiência em produção de eventos. Antunes percebeu que ajudar na construção dos sonhos alheios também poderia virar uma fonte de renda.

A empresa Conquistando O Sim nasceu em 2018, na cidade de Goiânia (GO) com investimento inicial de R$ 5 mil, utilizados para as compras de materiais de decoração e implementação da marca no universo digital.

No início do empreendimento, o Conquistando O Sim teve um espaço físico alugado na capital goiana. No entanto, como o negócio começou a ter clientes de todo o Brasil, com atendimentos realizados majoritariamente de forma virtual, a empresa passou a ser gerenciada dentro da própria residência de Antunes. A agência já atendeu casais em mais de 100 cidades espalhadas em todos os estados brasileiros.

A agência de assessoria de pedidos de casamento faturou R$ 350 mil em 2023 — Foto: Robério Castro/Instagram Conquistando O Sim
A agência de assessoria de pedidos de casamento faturou R$ 350 mil em 2023 — Foto: Robério Castro/Instagram Conquistando O Sim

A empresária explica que a agência funciona em um regime de coprodução. Como são feitos cerca de quatro pedidos românticos por semana, em diversas regiões do País, seria fisicamente inviável que Antunes estivesse presente em todos eles. A solução foi construir a idealização dos pedidos, mas delegar a execução a terceiros.

“Tenho parceiros treinados em muitas cidades do Brasil. Sempre busco pessoas especializadas em montagem de decoração, fotógrafo, cinegrafista e chefes de cozinha [quando um pedido romântico vem acompanhado de alguma refeição]”, diz a empreendedora. “Vou aos pedidos em situações específicas em que o próprio cliente solicita ou é uma produção muito grande. Mas acompanho todos os detalhes por vídeo.”

A goiana enxerga que seu trabalho vai além da prestação de serviço, e representa o desejo e felicidade alheia de seus clientes — o que gera uma grande responsabilidade. “Existem muitas expectativas envolvidas quando lidamos com os sonhos. O meu trabalho é justamente eliminar os medos e inseguranças que a pessoa que fará o pedido romântico possa sentir”, diz.

“Em média, eu tenho pedidos que são realizados a partir de R$ 900 reais, mas o limite é o sonho da pessoa. Eu já fiz pedido de R$ 30 mil”, afirma Antunes. No caso mais caro, a experiência do pedido incluiu um jantar de noivado para 50 pessoas em que os noivos chegaram de helicóptero.

Embora os preços dos pedidos românticos possam variar em decorrência do estilo da produção, Antunes aponta que há algumas cidades que são mais caras para conquistar o sim da pessoa amada. São elas: Gramado (RS), Campos do Jordão (SP), Fernando de Noronha (PE) e Monte Alegre (MG). A variação de preço ocorre porque são destinos turísticos. “Às vezes, as capitais não são tão caras, porque a gente tem uma gama maior de fornecedores e de material”, aponta.

A empresária afirma que nunca presenciou um caso em que alguém recusou o pedido de matrimônio. “Não somos apenas um prestador de serviço. Sempre conversamos com a pessoa que vai fazer o pedido e questionamos se é isso mesmo o que ela deseja. Não aceitamos realizar o serviço quando o casal está brigado ou terminado. Quando é esse o caso, recomendo que não seja um pedido de casamento, mas de reconciliação. Planejamos muito para que não ocorra uma situação constrangedora”, diz.

Para Antunes, a nova geração está mais aberta às experiências amorosas, o que significa uma grande possibilidade para aqueles que desejam ingressar no mercado das surpresas românticas. “Os pedidos de namoro têm chegado com tudo. Vejo que essa geração mais nova tem menos barreiras para demonstrar os sentimentos. Então, há possibilidade de crescimento.”

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