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Dia do frete grátis: como impulsionar as vendas do seu negócio com descontos na entrega

Fonte: Redação

Celebrado no Brasil no dia 28 de abril, o Dia do Frete Grátis vem ganhando destaque no comércio eletrônico. Para os brasileiros, o valor da entrega está entre os fatores decisivos na hora de fechar uma compra online. Segundo dados da pesquisa CX Trends 2024, realizada pela Octadesk e Opinon Box, 67% dos consumidores no Brasil consideram o frete grátis o principal motivo para comprar ou contratar um serviço.

Criada nos Estados Unidos, a data começou como uma estratégia para impulsionar as vendas digitais. Para Tais Camargo, consultora de negócios do Sebrae-SP, a mesma ideia pode e deve ser abraçada pelos empreendedores brasileiros, mas sempre com cuidado para garantir que a iniciativa trará lucro e não prejuízo.

Como se planejar para oferecer frete grátis?

O primeiro passo para oferecer frete grátis é entender que o custo de entrega deve sempre ser analisado previamente para não que traga prejuízos para o negócio. O gasto com a entrega existirá de qualquer maneira. Por isso, cabe a empresa avaliar se o capital obtido com as vendas é suficiente para cobrir o custo e ainda proporcionar uma margem de lucro satisfatória. A ideia é que o preço que seria cobrado pelo serviço seja absorvido de outras maneiras. A consultora de negócios do Sebrae indica repassar o valor para o preço de venda dos produtos comercializados pela empresa.

Também é necessário que a oferta seja organizada de acordo com as demandas e o público do negócio, ou seja, é preciso decidir estrategicamente em que ocasiões o frete será oferecido de forma gratuita. De acordo com Aline Genaro, head comercial de logística da Infracommerce, empresa especializada na digitalização de canais de venda, diferentes caminhos podem ser considerados para uma ação comercial de frete grátis:

  • Liberar a isenção do frete para compras a partir de um determinado valor para incentivar os consumidores a concluírem compras que totalizem um montante acima do ticket médio;
  • Colocar frete zero para regiões estratégicas, como as com maior índice de vendas ou as mais próximas do centro de distribuição da empresa, em que o gasto com o frete é menor;
  • Enviar cupom de frete grátis para os clientes mais fiéis do negócio;
  • Colocar o benefício em produtos específicos, como os que estão parados no estoque ou que possuem uma grande quantidade de itens disponíveis.

Se não puder oferecer frete grátis, como garantir boas condições de entrega?

Se depois de fazer as contas e pensar nas possíveis estratégias a oferta de frete grátis não parecer vantajosa, uma opção é pensar em boas condições de entrega, que sejam atrativas para os consumidores.

Segundo Tais Camargo, um dos meios para conseguir melhores opções para os clientes é a diversificação dos canais. “Os empreendedores não devem ser ‘reféns’ de um único canal de distribuição. É muito mais fácil fazer com uma única empresa, mas essa facilidade pode trazer um alto custo para a sua empresa”, aponta.

Nesse sentido, deixar o consumidor escolher entre um entrega mais rápida, mas mais cara, e opções mais baratas, que podem levar mais tempo para chegar ao destino, é uma forma de agradar a diversos perfis.

Outra dica de Camargo é olhar para o lado prático da entrega. “O cálculo dos fretes leva em consideração tamanho, peso e cubagem da embalagem, por isso, prestar atenção ao formato da embalagem faz toda a diferença para o valor do frete. Se você já comprou online um pequeno item e recebeu em uma caixa enorme, isso significa que a empresa pagou para transportar ar. Ela poderia ter minimizado o tamanho da embalagem e enviado o produto com um custo bem menor”, aponta a consultora do Sebrae.

Aline Genaro também sugere investir na otimização da logística. Considerar a utilização de centros de distribuição com localizações estratégicas, por exemplo, pode reduzir as distâncias de entrega e, por consequência, os custos de frete.

Gestão:

O que influencia o preço médio do frete e como driblar as altas de custo

O preço do frete não é predeterminado nem fixo. Por isso, vários fatores influenciam o custo final, e ficar de olho nas tendências do preço médio pode ser útil. De acordo com Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Repom, LogFintech responsável pelo IFR (Índice de Frete Edenred Repom), o preço médio do frete vem caindo desde 2022, quando os preços registram recordes históricos, mas ainda é ser considerado elevado.

Entre os principais fatores que influenciam o preço médio do frete por quilômetro rodado, Fernandes destaca a tabela de piso mínimo do frete (ajustada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres), as variações na demanda pelo transporte de cargas (principalmente commodities), a disponibilidade de caminhoneiros, os custos com mão de obra do caminhão e o combustível, que, sozinho, corresponde a uma fatia de mais de 40% do frete, segundo o diretor da Edenred Repom.

“Nos próximos meses, a tendência é de um cenário de estabilidade como mais provável, mas com eventual impacto da sazonalidade de determinados setores, principalmente o agro. A projeção para o preço do frete em 2024 é que o cenário reflita o bom desempenho de determinados setores da economia”, aponta Fernandes.

Para os empreendedores, o executivo indica que é essencial manter a atenção às variações no preço médio do frete, tendo em vista que os custos operacionais tendem a aumentar. Estando de olho nas oscilações, o negócio pode se preparar antecipadamente para repassar esse custo de forma estratégica. “Considerando essas variantes, uma estratégia baseada em dados e diagnósticos desses e de outros tipos de gastos da operação podem ser um ponto chave para um empreendedor reduzir os seus custos de transporte”, ressalta.

Tais Camargo, do Sebrae, indica duas principais estratégias para empreendedores lidarem com eventuais aumentos. A primeira opção é diluir o valor adicional do frete no preço de venda dos produtos em estoque. Nesse caso, o objetivo é que o aumento seja repassado para o consumidor de forma menos impactante.

A outra dica é aprimorar a estratégia de divulgação da empresa, focando no consumidor que está mais próximo geograficamente. “Pode ser um fator essencial para o frete não sofrer tanto com as variações de mercado, já que a distância, número de pedágios e o prazo de entrega podem ter grande impacto no seu custo”, conclui.

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