Dia do Empreendedor: 6 negócios consolidados que começaram com menos de R$ 1 mil

Fonte: Redação

Iniciar uma empresa, muitas vezes, parece exigir grandes aportes financeiros, mas há exemplos que mostram o contrário. No Brasil, diversos empreendedores começaram com investimentos modestos e, por meio de esforço e adaptação, conseguiram consolidar seus negócios.

O dia 5 de outubro, celebrado como o Dia do Empreendedor e também conhecido como Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, reforça a importância dessas iniciativas no cenário econômico do país.

Confira 6 histórias de negócios que refletem bem o perfil e a trajetória de quem transforma pequenas iniciativas em empreendimentos de sucesso.

1. MaBlack começou com R$ 200

Matheus Vitor é dono do MaBlack, restaurante em Indaiatuba, no interior de SP — Foto: Reprodução / TV Globo / PEGN
Matheus Vitor é dono do MaBlack, restaurante em Indaiatuba, no interior de SP — Foto: Reprodução / TV Globo / PEGN

Foi na garagem de casa, com apenas R$ 200, que Matheus Vitor decidiu vender carnes defumadas. Açougueiro de profissão, ele dominava a cozinha, mas não sabia nada sobre empreendedorismo. O aprendizado veio no dia a dia. No primeiro fim de semana, vendeu 15 pratos. Três meses depois, já tinha reservas suficientes para abrir um espaço físico.

O restaurante MaBlack nasceu com foco no churrasco norte-americano e logo atraiu clientes em Indaiatuba (SP). O cardápio foi ampliado para incluir pratos executivos durante a semana, mas sem deixar de lado o carro-chefe: a costela defumada. O cuidado com os detalhes se tornou marca registrada da casa.

Atualmente, o MaBlack conta com duas unidades e fatura R$ 300 mil por mês. O diferencial está no alto aproveitamento das carnes, que chega a 80% devido a processos rigorosos e ao uso de equipamentos de alto rendimento. “Sabia cozinhar, mas não sabia empreender. Fui aprendendo na prática.”

2. La Banoffeeria começou com R$ 300

O casal l Evelyn Prestes e Pedro Montez começou a La Banoffeeria em 2019 — Foto: Murillo Muka
O casal l Evelyn Prestes e Pedro Montez começou a La Banoffeeria em 2019 — Foto: Murillo Muka

O casal Evelyn Prestes e Pedro Montez começou a La Banoffeeria em 2019, em Santos (SP), com apenas R$ 300. A ideia surgiu quando Evelyn levou uma torta banoffee feita em casa para uma festa de família. Incentivada pelo marido, decidiu transformar a sobremesa em produto de venda. Na época, conciliava o trabalho em comércio exterior com a produção caseira.

As primeiras vendas foram feitas por delivery, validando a receita em eventos locais e conquistando clientes pela recomendação boca a boca. O apoio das redes sociais, especialmente o Instagram, ajudou a aumentar o alcance e consolidar o negócio.

O crescimento levou à abertura da primeira loja em Santos, em 2022, e da segunda na vizinha Praia Grande, no ano seguinte. Hoje, a doceria conta com 14 colaboradores e vende cerca de 5 mil fatias de torta por mês, sempre com a banoffee como estrela do cardápio.

3. The Candle Store começou com R$ 600

Patrícia Massambani e Raul da Silva Garcia, fundadores da The Candle Store — Foto: Divulgação
Patrícia Massambani e Raul da Silva Garcia, fundadores da The Candle Store — Foto: Divulgação

A The Candle Store nasceu em 2020, em São José dos Campos (SP), quando Patrícia Massambani e Raul da Silva Garcia investiram R$ 600 na produção artesanal de velas. As primeiras peças foram vendidas a amigos e conhecidos, mas logo a demanda cresceu. No mesmo ano, eles lançaram um e-commerce e, no primeiro mês, faturaram R$ 6 mil.

O aumento da procura levou à mudança para um galpão de 250 m², onde hoje são produzidas 1 mil velas por semana. O portfólio foi ampliado de 40 para 120 produtos, incluindo difusores, home sprays e acessórios. A empresa também conquistou certificações para reforçar a qualidade e profissionalizar a operação.

Em 2024, o faturamento chegou a R$ 1,5 milhão. Para 2025, a meta é crescer 80%, impulsionada pela expansão do modelo de franquias. Apesar da industrialização, o compromisso da marca com matérias-primas vegetais e produção ecofriendly permanece o mesmo.

4. Tendência Black começou com R$ 600

Emanuel Bonifácio Pereira e Cintia Pereira, fundadores da Tendência Black — Foto: Divulgação
Emanuel Bonifácio Pereira e Cintia Pereira, fundadores da Tendência Black — Foto: Divulgação

Cintia Pereira, natural de Salvador e radicada no Rio de Janeiro, começou a costurar roupas com R$ 600 em 2014, em parceria com o marido, Emanuel Bonifácio Pereira. A ideia surgiu como alternativa para complementar a renda da família, em um período em que o bar do casal enfrentava dificuldades. Inicialmente, ela customizava peças com defeito para revendê-las.

Com o tempo, a atividade cresceu e se transformou em uma marca autoral: a Tendência Black, que passou a vender roupas inspiradas na cultura africana e voltadas ao fortalecimento da identidade preta. Hoje, a marca comercializa cerca de 220 peças por mês, a preços médios de R$ 170.

O negócio acabou se expandindo para além da moda. Em 2019, o casal lançou a Vestindo Planta, marca dedicada a itens de decoração em linho. Durante a pandemia, criaram também um clube de assinatura para atender clientes recorrentes. Atualmente, a Vestindo Planta mantém uma loja física, conta com três funcionários fixos e está presente em três pontos de venda. Também segue participando das tradicionais feiras de rua, como a de General Glicério, em Laranjeiras, aos sábados, e a da Glória, aos domingos.

5. BN Entretenimento começou com R$ 800

Andrea Biasotto, fundadora da BN Entretenimento, no cenário de um de seus parques infantis — Foto: Divulgação
Andrea Biasotto, fundadora da BN Entretenimento, no cenário de um de seus parques infantis — Foto: Divulgação

Em 2004, Andrea Biasotto investiu R$ 800 para iniciar o aluguel de brinquedos em Bento Gonçalves (RS). Sem fornecedores disponíveis, precisou criar soluções próprias para fabricar equipamentos, abrindo espaço para a empresa crescer de forma criativa. Aos poucos, expandiu para casas de festas e espaços de recreação em shoppings da região.

Em 2018, criou parques itinerantes. O Monster Race, circuito inflável que se tornou o maior da América Latina, levou a marca para outros estados e marcou a expansão nacional. No ano seguinte, a BN Entretenimento já estava em São Paulo, atraindo atenção do público e do setor.

Atualmente, a empresa opera nove parques itinerantes, tem filiais no Rio e em São Paulo e aposta em atrações próprias e licenciadas, como Vila dos Dragões e Smurfs. Em 2024, faturou R$ 7 milhões e projeta alcançar R$ 10 milhões em 2025.

6. Dendezeiro começou com R$ 998

Pedro Batalha e Hisan Silva fundaram a Dendezeiro em 2019 — Foto: Matheus Maia/Divulgação
Pedro Batalha e Hisan Silva fundaram a Dendezeiro em 2019 — Foto: Matheus Maia/Divulgação

Com o equivalente ao salário mínimo da época, R$ 998, os amigos Hisan Silva e Pedro Batalha criaram a Dendezeiro, em Salvador, em 2019. A marca nasceu como expressão das vivências de dois jovens negros das periferias, sem formação em moda, mas com a ambição de representar sua identidade por meio da roupa.

As primeiras peças foram feitas com tecidos comprados com o investimento inicial e confeccionadas por uma costureira. A marca ganhou espaço rapidamente, desfilando na São Paulo Fashion Week e firmando parcerias com grandes nomes, como Disney, C&A e Havaianas.

A Dendezeiro é querida entre as celebridades e protagoniza diversos editoriais de moda. A marca já vestiu nomes como Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Anitta, Iza, Linn da Quebrada e Viola Davis.

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