Coworking torna-se aposta estratégica de empresas

Fonte: Redação

Depois da pandemia, o setor de coworking, que chegou a ser visto como um modelo em risco, tem mostrado forte capacidade de adaptação e crescimento, consolidando-se não apenas como alternativa de espaço para freelancers e startups, mas também como solução estratégica para empresas de diversos portes.

Dados do Censo Coworking 2024 indicam que o setor no Brasil registrou um crescimento expressivo de mais de 30% em apenas um ano, com cerca de 2.986 espaços ativos em todo o país, contra 2.443 no período anterior, refletindo a demanda de profissionais e empresas por ambientes mais flexíveis e acessíveis.

Globalmente, o mercado também está em expansão: projeções da SNS Insider apontam que o tamanho do mercado global de coworking, estimado em cerca de US$ 20,96 bilhões em 2025, deve alcançar aproximadamente US$ 58,37 bilhões até 2033, mantendo crescimento médio anual de quase 14%.

Além do crescimento em número de espaços, a adoção corporativa tem se intensificado de forma clara. Relatórios de mercado mostram que grandes empresas estão usando coworkings para apoiar equipes híbridas, reduzir custos fixos e flexionar rapidamente suas operações conforme a demanda de projetos e times distribuídos. Segundo dados de mercado, as corporações representam cerca de 30% da demanda global por espaços de coworking, muitas vezes ocupando áreas dedicadas para projetos, equipes satélites ou operações temporárias, sem a necessidade de contratos rígidos de aluguel tradicional.

Essa evolução também pode ser vista em cidades norte-americanas, onde o setor segue robusto com mais de 8.400 locais ativos cobrindo mais de 150 milhões de pés quadrados de espaço de coworking, refletindo que o modelo passou de tendência volátil para parte consolidada do ecossistema de escritórios.

Para Nikolas Matarangas, CEO da Be In, a reinvenção do coworking não é surpresa, mas um reflexo de transformações profundas no mundo corporativo. “Quando falamos de ambiente de trabalho hoje, flexibilidade é essencial. Espaços de coworking deixam de ser apenas uma alternativa de baixo custo para se tornar uma estratégia de ocupação inteligente. Eles atendem melhor aos ciclos de trabalho híbrido, permitem que equipes se conectem com mais eficiência e reduzem o risco de estruturas ociosas, o que faz todo sentido em um mundo em rápida mudança”, afirma.

A diversificação de players e o crescimento também em mercados fora dos grandes centros reforçam esse cenário. Em regiões como o Sul e o Centro-Oeste do Brasil, por exemplo, a demanda por coworkings teve forte aceleração, com aumento de até 205% no número de unidades na região Sul entre 2023 e 2024 e crescimento de mais de 80% em estados como Goiás, impulsionados pela busca de empresas por opções mais flexíveis e eficientes de espaço corporativo.

O resultado é um setor que não só cresce em quantidade, mas também em relevância econômica e estratégica. Para empresas que precisam aliar flexibilidade, experiência de uso e gestão eficiente do espaço, o coworking tem se consolidado como um pilar importante na gestão imobiliária, oferecendo soluções modulares, menor custo de entrada e suporte operacional que se adapta às necessidades do negócio.

Com essa evolução, analistas apontam que o coworking se firmou como peça-chave no ecossistema corporativo, especialmente para organizações que operam com equipes híbridas, projetos distribuídos e ciclos de trabalho variáveis.

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