Fundada em 1985 para atender a irrigação, Asperbras entrou em saneamento e rotomoldagem e agora investe R$ 50 milhões para crescer

Em 1985, no interior de São Paulo, Francisco Colnaghi abriu uma fábrica a partir de uma leitura clara do mercado. O produtor rural não queria comprar peças soltas, queria sistemas de irrigação que funcionassem de ponta a ponta. A ideia deu origem à Asperbras. Ao longo de mais de 40 anos, a empresa transformou o domínio técnico de um único material em três frentes de negócio: irrigação, saneamento e agronegócio.
Hoje, a companhia integra a holding Colpar Brasil e opera seis plantas industriais em São Paulo, Bahia e Rio Grande do Norte, com capacidade de 60 mil toneladas anuais de PVC e 14 mil toneladas de PEAD (Polietileno de Alta Densidade). O passo mais recente é um investimento de R$ 50 milhões para dobrar a produção de PVC na planta de Penápolis.
Primeira expansão: do campo para a cidade
A entrada no saneamento básico, nos anos 1990, partiu de um ativo que a empresa já tinha. Quando cresceu no país a procura por redes de água e esgoto, a fábrica dominava a extrusão de PVC e contava com estrutura industrial capaz de ganhar escala. Nesse caso, diversificar significou aplicar a competência existente a um novo cliente, em vez de começar do zero.
O resultado é uma linha voltada a prefeituras, construtoras e concessionárias. Ela inclui tubos de PEAD PE 80 e PE 100 para adução de água, rede de incêndio e coleta de esgoto, produzidos em uma planta especializada em Penápolis. A tabela técnica de PEAD fica aberta para consulta. Completam o portfólio os poços de visita e de inspeção rotomoldados em polietileno, mais leves e de instalação mais rápida que os modelos em concreto.
Segunda expansão: a aposta na rotomoldagem
Em 2002, a fabricante de tubos entrou em um processo produtivo diferente, a rotomoldagem de polietileno. A decisão respondeu a uma demanda da pecuária por produtos duráveis e deu origem a cochos e bebedouros de alta vazão e a caixas térmicas das famílias Serve Festa e Keeper. A frente soma 1.200 toneladas anuais e usa a mesma rede nacional de distribuição dos outros negócios, o que reduziu o esforço para chegar ao cliente.
A base que segue no campo
A irrigação continua sendo o ponto de partida do grupo. A linha de tubos vai de DN 15 a DN 500, com pressões nominais de PN 40 a PN 125, para adutoras, linhas móveis, linhas fixas e aplicações agropecuárias, incluindo aspersão, gotejamento e engate metálico.
“O produtor que decide investir em irrigação precisa de um fornecedor que conheça o campo, entregue produto de qualidade e esteja disponível quando o sistema precisa funcionar. É esse serviço que a Asperbras oferece há quarenta anos”, comenta Thiago Rosa, Diretor Comercial da Asperbras.
Crescer antes da demanda
O aporte de R$ 50 milhões em Penápolis prevê novas extrusoras e injetoras de última geração e deve acrescentar cerca de 10 mil toneladas anuais de PVC. O foco está nos mercados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e região Sul. No radar dos próximos anos estão os tubos de PVC biorientado e de grandes diâmetros.
“Saneamento e irrigação são necessidades permanentes do Brasil. Investir agora é estar pronto para a demanda crescente e para os programas públicos de infraestrutura. Para nós, indústria é compromisso de longo prazo”, afirma Francisco Carlos Jorge Colnaghi, Vice-Presidente do Conselho de Administração da Asperbras.
Para quem empreende, a trajetória mostra um caminho de diversificação que parte do que o negócio já sabe fazer. Cada nova frente aproveitou o conhecimento técnico acumulado, a estrutura fabril e os canais de venda existentes. Isso permitiu que a empresa crescesse para novos mercados sem abandonar o cliente que a originou.
SOBRE A ASPERBRAS
www.asperbrastuboseconexoes.com.br | (18) 3654-7000 | Penápolis (SP)






