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Casa Bauducco investe R$ 37,5 mi em rebranding e lança itens de Páscoa para consumo no local

Fonte: Redação

A loja da Casa Bauducco no shopping Eldorado, em São Paulo, reabre as portas nesta sexta-feira (8/3), após mais de dois meses de reforma, com uma nova cara. O objetivo é seguir o que a marca-mãe, Bauducco, começou no ano passado: uma “contemporanização” da italianidade da empresa. O investimento previsto para todo o projeto de repaginação é de R$ 37,5 milhões, e o objetivo é trazer um aumento de vendas entre 20% e 25% para as lojas.

A mudança traz um novo logo para a Casa Bauducco, inspirado em tipografias de fachadas arquitetônicas italianas. As lojas terão “cheiro de forno” e vão apostar mais na experiência do consumo, começando pelo mix de Páscoa, com produtos para consumir na cafeteria, como ovinhos de Páscoa que podem cobrir chocotones ou derreter em bebidas quentes.

“Sempre tivemos um portfólio robusto de colombas, além de nossos ovos de Páscoa presenteáveis, como o de chocottone, que continuam. Mas, pela primeira vez, teremos Páscoa também para a cafeteria”, afirma Denise Imamura, gerente-executiva de marketing da Casa Bauducco.

De acordo com a executiva, a crise vivida no ano passado, durante o lançamento da campanha da marca-mãe, acusada de plagiar o conceito de um trabalho do cantor Emicida, não interferiu nos planos do rebranding da Casa Bauducco, que é gerida pelo D2C (direct to consumer) da Pandurata. “Não foi uma crise que afetou a marca, nem mesmo a própria Bauducco, não tivemos grandes problemas.”

Os estudos para a nova fase da rede de cafeterias, envolvendo tanto a nova identidade visual quanto o mix de produtos, que deve ganhar incrementos ao longo dos próximos 12 meses, começaram ainda em 2022, com estudos qualitativos e quantitativos com consumidores e tendências. “Seguimos o processo”, diz. Na semana passada, algumas fotos foram realizadas em Turin, cidade italiana onde nasceu o fundador da marca, Carlo Bauducco, para atualização da comunicação.

Novas lojas da Casa Bauducco devem trazer mais itens para empório — Foto: Casa Bauducco
Novas lojas da Casa Bauducco devem trazer mais itens para empório — Foto: Casa Bauducco

100 lojas devem ter nova cara em 12 meses

A loja do Eldorado é própria e foi a primeira aberta pela rede, em 2012. Por essa razão, foi a escolhida para marcar a nova fase da marca. A próxima reforma já está agendada em outra loja própria, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. A primeira unidade franqueada a passar pela repaginação deve ser a do Shopping Higienópolis, na região central da capital paulista.

Lojas com layout antigo devem perdurar por alguns anos. O plano é inaugurar 50 novas operações, já com a nova cara, nos próximos 12 meses e reformar 50 lojas já existentes. Os franqueados deverão arcar com os custos da repaginação, então a expectativa é que a maior parte ocorra a cada renovação de contrato.

O plano da marca é ter, no máximo, 500 unidades – hoje, são cerca de 160. No entanto, a ideia é estimular que os empreendedores sejam multifranqueados, então a rede deve contar com até 120 franqueados. Renata Rochou, diretora de expansão da Casa Bauducco, diz que o plano de abertura de lojas é atualizado constantemente e inclui algumas oportunidades, como unidades em hospitais, por exemplo, que demandam um cardápio diferenciado.

O rebranding não deve mexer no investimento inicial para a abertura de uma unidade, de cerca de R$ 450 mil. “Era uma condição: ao fazer a loja mais bonita e contemporânea, manter o mesmo custo de implantação ou até reduzir”, diz a executiva.

Casa Bauducco quer ser
Casa Bauducco quer ser “extensão do lar” dos consumidores — Foto: Casa Bauducco

Crise da Starbucks abre oportunidade de pontos, mas momento é de espera

Todo esse investimento para se tornar uma “extensão do lar” busca destacar a Casa Bauducco dentro do mercado de cafeterias, com aposta massiva em experiências. “Temos uma gama de produtos proprietários, não é só um lugar em que você vai comer pão de queijo e tomar café”, diz Rouchou. No ano passado, a rede cresceu 23% em faturamento, tanto pelo acréscimo de novas lojas quanto com as vendas nos endereços já existentes. Cada cafeteria fatura, em média, R$ 1,5 milhão por ano.

O mercado de cafeterias tem passado por grandes mudanças nos últimos anos, influenciado pela ascensão dos formatos de negócios to go, sem atendimento de balcão, pelos locais “viralizáveis”, como a We Coffee, e pela crise da SouthRock, que controla a Starbucks no país e fechou algumas dezenas de lojas nos últimos meses. Esses pontos vagos – e os que estão com os aluguéis atrasados – têm sido ofertados para outras redes de cafeterias, como a própria Casa Bauducco.

“É um movimento natural do varejo, sempre ofertam para quem é do mesmo segmento, mas nem todos os pontos são adequados, pois é um modelo diferente, com lojas maiores”, diz Rouchou, que tem ampla experiência no mercado de franquias e de cafeterias. Ela conta que a Casa Bauducco, assim como outras marcas, foi contatada para assumir pontos, mas o momento é de espera para entender se a Starbucks se recupera no mercado nacional ou se ainda terá outro operador (a Zamp, operadora do Burger King, é uma das que está em negociações). “Sempre tem essa flutuação, mas eu pessoalmente acredito que não vão desaparecer do mercado.”

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