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Cafeteria completa 30 anos no Dia do Café e conquista clientes com drinques que levam cachaça e uísque

Fonte: Redação

Em 1994, o empreendedor Paulo Vaz acabava de voltar do exterior para a capital baiana. Artista plástico de formação, ele estava ávido por abrir seu próprio ateliê, e encontrou no centro histórico de Salvador o local ideal para isso. Inicialmente, a casa de dois pavimentos seria dividida em um espaço para criação artística e outro para abrigar uma cafeteria. A ideia era apenas receber amigos ali, mas, em pouco tempo, o café ocupou de vez o lugar de destaque no ambiente.

“Foi de maneira inesperada”, comenta Vaz. “Um amigo levou outro amigo, e tudo aconteceu naturalmente.”

Essa história resume a criação do Cafélier, fundado no dia 14 de abril – coincidentemente, o Dia Mundial do Café. Na época, o Brasil vivia a transição entre as moedas Cruzeiro Real e Real, e Vaz diz não se lembrar se investiu CR$ 50 mil ou R$ 50 mil para organizar a cafeteria à qual tem dedicado metade dos seus 63 anos.

Crescendo de forma orgânica, o Cafélier funcionou no Pelourinho nos primeiros 10 anos. Com o aumento da demanda, a cafeteria passou a operar no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, onde permanece até os dias atuais. O artista plástico conta ter sido um dos pioneiros a empreender no local. “Quando cheguei, o bairro era um espaço totalmente residencial. Hoje, é bastante frequentado por turistas”, explica.

Paulo Vaz na primeira sede do Cafélier — Foto: Reprodução | Instagram
Paulo Vaz na primeira sede do Cafélier — Foto: Reprodução | Instagram

De fato, a cafeteria tem sido um dos atrativos gastronômicos do local. O espaço físico, que inclui um deque com vista para a Baía de Todos os Santos, comporta 45 pessoas sentadas. Entretanto, fluxo intenso costuma lotar o lugar, com direito a lista de espera por vagas. Aos fins de semana, segundo Vaz, o empreendimento atende cerca de 300 pessoas.

Cafés especiais

O cardápio é variado, composto por bebidas feitas com grãos de um mesmo fornecedor há 30 anos. Os clientes contam com 17 tipos de café, entre quentes e frios, vendidos a partir de R$ 7,90. O mais pedido é o café que leva o mesmo nome da casa. A bebida feita com conhaque, licor de chocolate e chantili custa R$ 21.

Cafés são vendidos a partir de R$ 7,90 — Foto: Cafélier
Cafés são vendidos a partir de R$ 7,90 — Foto: Cafélier

As bebidas alcoólicas também fazem parte de outros preparos ofertados no menu. O café que leva uísque na receita custa R$ 22. Já a caipirinha de café é vendida por R$ 23. O cardápio conta com tortas e lanches salgados, mais opções para almoço e jantar. O prato mais vendido é o peixe grelhado ao molho de gorgonzola, que custa R$ 77.

Funcionando entre às quartas e às segundas, o Cafélier também busca manter as raízes artísticas que impulsionaram sua criação anos atrás. O local costuma sediar exposições de arte e reúne as obras confeccionadas por Vaz. Colecionador, o artista decora o local com peças de sua coleção pessoal de antiguidades.

Espaço intimista

Cafélier fica localizado no centro histórico de Salvador — Foto: Cafélier
Cafélier fica localizado no centro histórico de Salvador — Foto: Cafélier

De acordo com o empreendedor, o faturamento mensal do Cafélier é de, em média, R$ 100 mil. E não há intenção de expandir o negócio. Vaz diz que já recebeu propostas para franquear a marca ou abrir outras unidades próprias, mas prefere continuar gerindo o negócio da maneira que está: sempre presente e garantindo um atendimento personalizado. “A ideia é continuar sendo mais artesanal e intimista.”

Esse atendimento mais próximo dos clientes terá uma pausa rara neste domingo. O Cafélier será fechado para o público, abrindo as portas para os convidados que irão festejar o marco de três décadas do empreendimento. A comemoração será também um modo de Vaz celebrar a importância dos grãos na sua jornada. “O café é minha vida”, diz o empreendedor.

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