A Cacau Show deu o pontapé inicial em sua campanha de Natal, a segunda mais importante do ano para a marca, com números superlativos: mais de 39 milhões de produtos foram fabricados, sendo 50% da linha de panetones — um crescimento de quase 50% do que foi anunciado no ano passado —, e a expectativa é que 98% sejam vendidos até 25 de dezembro.
Só com a linha de Natal, que conta com cerca de 50 SKUs, sendo 18 panetones, a empresa pretende crescer 15% sobre o resultado do ano passado, mas não abriu a projeção de faturamento. “Pelo menos uns 25% dos lares dos brasileiros terão chocolates da Cacau Show”, afirmou Ale Costa, fundador e CEO da empresa, durante evento que apresentou a linha para a imprensa, em Itapevi (SP), na última quinta-feira (13/11).
Algumas estratégias devem ajudar, como uma promoção antecipada, o controle no repasse de custos para o consumidor e a aposta em tendências, licenciamento da marca Snoopy e cinco novos sabores. Nesse último quesito o destaque é o belga Speculoos — que já vinha sendo testado com outros nomes em linhas de biscoitos, por exemplo. Itens presenteáveis, com novos designs de caixas – incluindo uma que toca música – e calendário do advento também estão entre as apostas.
“”A Cacau Show hoje é mais que uma empresa, é uma marca, um ecossistema da felicidade. Estamos com indústria de chocolates, panetones, hotéis e parques. Nosso objetivo é levar felicidade para o país através de qualidade, detalhes e carinho, com mais de 22.000 pessoas espalhadas por todo o país”, disse Costa.
O investimento em marketing também ganhou um impulso, com crescimento de 8% em relação ao ano passado – a marca não abre o valor absoluto. Hoje, o Natal já representa cerca de 21% do faturamento anual do negócio – a campeã, Páscoa, tem 24%.

A alta do cacau, que causou dor de cabeça à própria Cacau Show e a outras marcas do setor ao longo de 2024 e 2025 ainda não foi totalmente superada, mas já há sinais de freio, o que possibilitou que a marca fizesse um repasse entre 9% e 10% nos preços produtos, absorvendo a maior parte dos custos — de acordo com a empresa, não houve redução de cacau nas receitas. O item mais caro da linha, o panetone de mil folhas com pistache, custava R$ 164,99 no ano passado e foi a R$ 169,99 neste ano.
Uma das apostas da rede para a alta venda dos produtos é a Chocofriday, uma espécie de Black Friday própria, que vai de 14 a 28 de novembro, e dá até R$ 20 de desconto em três dos principais panetones da marca. A expectativa é girar, no mínimo, 50% do estoque destes produtos nesse período promocional. “A gente costuma fazer em um período menor, mas você acaba educando o consumidor, ele espera por esse desconto. O que é um comportamento diferente da Páscoa”, diz Lilian Rodrigues, diretora de marketing da Cacau Show.
Mas além de biscoitos, panetones e outros quitutes, outra frente da Cacau Show que ganha força na campanha de Natal é a de lifestyle. A divisão estreou em julho deste ano com uma coleção de utensílios de mesa, todos com alusão ao cacau, que segue como aposta no Natal. Agora, itens como bolsas, garrafas, canecas e pins personalizados também poderão ser vistos nas lojas. Os produtos foram desenvolvidos a pedido dos clientes que assinam o plano de fidelidade da marca, o Cacau Lovers – cerca de 30 milhões de pessoas.

Mais de 10 mil empregos temporários
Para dar conta da produção, a marca já contratou mais 500 pessoas para atuar na fábrica e franqueadora, cerca de 10% a mais do que no ano passado, e projeta mais de 10 mil empregos temporários nas cerca de 4,7 mil lojas, um aumento de também 10%.
Esse tópico, especificamente, tem sido um desafio para o varejo brasileiro neste fim de ano. Diversos segmentos, como bares e restaurantes, têm sentido dificuldade na contratação de mão de obra. Rodrigues compara que na Páscoa a concorrência tende a ser menor do que no Natal – quando todos os segmentos contratam mais.
“Tivemos uma reunião na última segunda-feira (10) com o conselho de franqueados aqui na nossa fábrica. Tem uma preocupação sim, de contratar e também de reter esse profissional”. De acordo com ela, o período mais crítico é justamente às vésperas das festas, quando os profissionais tendem a trocar de emprego para tentarem efetivações.
Rodrigues explica que a marca mostra casos reais de funcionários que hoje fazem parte da companhia e que começaram no chão de loja, e que tenta traçar combos de remuneração e benefícios para atrair os jovens. “Temos algumas diretrizes da marca, mas o franqueado é quem aplica e respeitamos muito isso”, diz.







