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100 Startups to Watch: 5 empresas fundadas por mulheres para ficar de olho

Fonte: Redação

As mulheres representam mais da metade da população brasileira – segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, 51,5% –, mas o cenário é diferente no ecossistema de inovação: de acordo com o mapeamento da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) de 2023, 79,8% das pessoas fundadoras de startups são homens cisgêneros.

Nas seis edições anteriores, o 100 Startups to Watch, lista que reúne as empresas de base tecnológica mais promissoras do ecossistema deu destaque para uma série de startups com mulheres no time fundador. Nossa preocupação com a diversidade se fortaleceu desde o lançamento da iniciativa. A partir do último ano, das 200 empresas que passam para a fase final de avaliação, pelo menos metade deve ter 50% ou mais do quadro societário com características de diversidade, como ser do sexo feminino.

Se você é mulher fundadora de startup e ainda não se inscreveu, reunimos cinco empresas fundadas por mulheres que integraram a lista 100 Startups to Watch nos últimos anos para te incentivar. As inscrições para a seleção deste ano estão abertas até o dia 15 de julho.

As inscrições para o 100 Startups to Watch 2024 estão abertas! Acesse o site 100startupstowatch.com.br e veja como participar.

zazuu

Aline Lex, fundadora e CEO da zazuu — Foto: Divulgação
Aline Lex, fundadora e CEO da zazuu — Foto: Divulgação

A zazuu foi fundada em 2020 por Aline Lex para permitir que os tutores de animais de estimação possam solicitar serviços como consultas veterinárias, exames, educação animal, vacinação, banho e tosa, que são realizados a domicílio. Além da vertical de serviços, a startup tem uma plataforma que mantém o histórico de saúde dos animais e envia lembretes importantes para os tutores.

Integrante da lista 100 Startups to Watch em 2023, a zazuu registrou um crescimento de 50% no número de clientes desde então: são mais de 13 mil tutores e 16 mil pets cadastrados no app. No mesmo período, a receita cresceu 56%. “Ser reconhecida como uma das 100 STW nos trouxe a certeza de estar no caminho certo, é uma validação importante vinda de um processo estruturado e com avaliadores que conhecem os desafios e a dinâmica do mercado de startups”, afirmou a fundadora e CEO.

Outro reconhecimento foi ter sido selecionada para o programa global Unleashed, de Nestlé Purina, em abril. A zazuu se tornou a primeira startup brasileira a entrar para a iniciativa, focada em empresas que desenvolvem soluções para pets.

SuperFrete

Douglas Ianitsky, Fernanda Clarkson e Victor Maes, fundadores da SuperFrete — Foto: Divulgação
Douglas Ianitsky, Fernanda Clarkson e Victor Maes, fundadores da SuperFrete — Foto: Divulgação

A logtech conecta micro e pequenos negócios a transportadoras, atacando a dor do alto custo logístico. Por meio de um app, empreendedores podem calcular, emitir os fretes e acompanhar os envios pelo celular. Fundada em 2020 por Victor Maes (CEO), Fernanda Clarkson (CMO) e Douglas Ianitsky (CTO), a startup opera em bootstrapping e atingiu o ponto de equilíbrio após um ano do início das operações.

Integrante da lista em 2023, a startup foi selecionada no mesmo ano para o programa Scale-Up Ventures, da Endeavor. Neste ano, a SuperFrete pretende alcançar o marco de 1,2 milhão de envios por mês e prevê crescer 87% em relação ao ano anterior.

Purple Metrics

Guta Tolmasquim, CEO e fundadora da Purple Metrics — Foto: Divulgação
Guta Tolmasquim, CEO e fundadora da Purple Metrics — Foto: Divulgação

Fundada pelos irmãos Guta e Eduardo Tolmasquim, a martech teve uma trajetória curiosa depois de integrar a lista 100 Startups to Watch em 2023: pivotou. A startup, que atuava com mensuração de branding, já atendia clientes como Daki, Cora, Mercado Bitcoin, Pampili e Sem Parar, mas os sócios decidiram tentar uma nova abordagem do problema com outro produto.

No início de março deste ano, a Purple Metric interrompeu as vendas do produto original para focar no relançamento de uma nova versão. A ideia é se tornar uma empresa de ciência de dados para branding, utilizando machine learning e inteligência artificial para modelar os dados de marketing e ir além da medição, auxiliando as empresas também com previsão e decisões.

Neste mês, a startup iniciará o uso do produto por cinco das 400 companhias inscritas na fila de espera. A estimativa é lançar a versão atualizada ao final do segundo semestre. “Nós tomamos uma decisão contraintuitiva de abrir mão de receita no curto prazo para mudar completamente nosso produto. Esse caminho leva a um crescimento potencial bem maior, endereçando um mercado global e resolvendo na raiz o problema de atribuição e previsibilidade de resultados em marketing”, declarou Guta Tolmasquim, fundadora e CEO do Purple Metrics.

Zippi

Ludmila Pontremolez, cofundadora e CTO da Zippi — Foto: Divulgação
Ludmila Pontremolez, cofundadora e CTO da Zippi — Foto: Divulgação

A fintech que trabalha com a oferta de capital de giro semanal via Pix para micro e pequenos empreendedores integrou a lista 100 Startups to Watch em 2022 e, desde então, vem crescendo. Entre abril de 2023 e março de 2024, chegou à marca de R$ 1 bilhão de créditos transacionados, crescimento de 210% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Fundada em 2019 por Ludmila Pontremolez, André Bernardes e Bruno Lucas, a Zippi já levantou cerca de US$ 22 milhões em três rodadas de investimento. O aporte mais recente foi anunciado em junho de 2022, quando a fintech captou uma Série A de US$ 16 milhões, liderada pelo Tiger Global Management. O captable da startup também conta com Volpe Capital, Globo Ventures, Canary e Y Combinator.

“Estar entre as 100 Startups to Watch é um reconhecimento importante do impacto que a Zippi está causando no universo dos microempreendedores. Esse destaque reforça nosso compromisso em criar soluções financeiras que realmente atendam às necessidades desses profissionais, permitindo que eles cresçam e prosperem. É gratificante ver nosso esforço e inovação serem reconhecidos em uma lista tão prestigiosa”, afirma Pontremolez, CTO da fintech.

NINA

Simony César, fundadora da NINA — Foto: Divulgação/MAN Truck & Bus
Simony César, fundadora da NINA — Foto: Divulgação/MAN Truck & Bus

Para coibir o assédio sexual no transporte público, Simony César criou a NINA, plataforma tecnológica que recebe denúncias e reúne estatísticas para auxiliar na criação de políticas sobre o tema. Os casos também podem ser reportados por um número de WhatsApp, conectado à plataforma Meu Ônibus, da Prefeitura de Fortaleza, cidade onde opera.

Ainda no início da jornada, a startup fez parte da lista 100 Startups to Watch em 2023, ano em que registrou faturamento de R$ 350 mil. Desde então, aumentou o número de clientes em 50%. A startup também está recebendo incentivos financeiros de cerca de R$ 1 milhão via CNPq até julho de 2025.

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