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A hora de experimentar novas tecnologias é agora

Fonte: Bianca Alvarenga

Mais do que nunca, estamos vivendo em uma era de grandes mudanças tecnológicas. A explosão da IA generativa chegou como um furacão, revolucionando a maneira como trabalhamos, aprendemos e criamos. Semelhante às capacidades humanas, as novas tecnologias estão redefinindo o significado do trabalho e as empresas que se prepararem agora ganharão essa corrida no futuro. De acordo com pesquisa da Accenture, a Inteligência Artificial generativa tem o potencial de impactar 44% de todas as horas de trabalho nas indústrias, permitir melhorias de produtividade em 900 tipos diferentes de empregos e criar entre 6 e 8 bilhões de dólares em valor econômico global.

O estudo também sugere que, conforme as tecnologias centradas no ser humano exercem capacidades ainda maiores e tornam-se mais integradas em todos os aspectos das nossas vidas, a sociedade caminha na direção de um mundo onde a tecnologia se tornará mais onipresente, mas também mais invisível. Além disso, a constatação é que o desafio da falta de compreensão de nossos pensamentos e intenções deve sumir, isso porque as máquinas estão ficando muito melhores em interagir com humanos.

No entanto, Daniel Lázaro, líder de dados e IA para mercados em crescimento – Ásia-Pacífico, África, América Latina e Oriente Médio – da Accenture acredita que a IA não eliminará oportunidades. Em vez disso, o conhecimento necessário precisará ser redefinido. “A perspectiva não é de que Inteligência Artificial vai substituir o ser humano, mas de que os seres humanos que conseguem trabalhar com IA vão ganhar dos seres humanos que não conseguem usar a ferramenta de trabalho. Ou seja, os seres humanos que conseguem usar IA como ferramenta de trabalho estarão mais bem-posicionados do que aqueles que não conseguirão utilizá-la”, explica.

Cultura de experimentação

Na mesma linha de pensamento, encontram-se os executivos entrevistados na pesquisa, que concordam sobre a exploração da Inteligência Artificial para revolucionar suas empresas e o capital humano. No entanto, o líder de tecnologia da Accenture afirma que é preciso questionar o uso da tecnologia para um melhor aproveitamento. “Ajudamos executivos a pensar primeiro na temática de negócio, ou seja, quais temas estão limitando o crescimento, segurando o custo ou tornando a empresa um pouco competitiva, para que então seja possível entender que existe uma ferramenta que vai ajudar nesses problemas de negócio, e não ao contrário”, contextualiza. “Avalio que há uma cultura de experimentação. Todo mundo está passando por ela e muitos estão estudando onde isso pode ou não atendê-los. A criação dessa cultura de experimentação vai gerar um ambiente saudável para quando as iniciativas não derem tão certo. Esse é um aprendizado corporativo”.

Nesse cenário de mudanças aceleradas e novidades constantes, a IA generativa está rapidamente se tornando uma força disruptiva, obrigando as organizações a repensarem suas estratégias tecnológicas. De fato, fica muito claro que as empresas que desejam permanecer relevantes e competitivas precisam abraçar a tecnologia humanizada e inovar com propósito, o que de acordo com o levantamento da Accenture promoverá uma questão mais ética e centrada no ser humano e isto está em concordância para a maioria dos CEOs:  

  • 95% dos executivos entrevistados concordam que tornar a tecnologia mais humana expandirá massivamente as oportunidades de todos os setores;
  • 93% dos executivos concordam que, com os rápidos avanços tecnológicos, é mais importante do que nunca para as organizações inovarem com propósito;
  • 95% dos executivos acreditam que a IA generativa obrigará sua organização a modernizar sua arquitetura de tecnologia;
  • 96% dos executivos concordam que alavancar ecossistemas de agentes de IA será uma oportunidade significativa para suas organizações nos próximos três anos;
  • 94% dos executivos concordam que as tecnologias de interface humana nos permitirão compreender melhor os comportamentos e as intenções, transformando a interação homem-máquina.

Quatro tendências para tecnologias “humanas por princípio”:

Combinação feita por IA: a relação com o conhecimento se transformará, uma vez que dados estão sendo reorganizados de formas que facilitam o raciocínio humano e até imitam a criatividade. Em vez de vasculhar montanhas de resultados de mecanismos de pesquisa, as pessoas receberão respostas selecionadas e personalizadas na forma de conselhos.

Ecossistemas para IA: ao imaginar um mundo onde agentes capacitados para IA trabalhem em nome de indivíduos e façam parte de um ecossistema interconectado, estes agentes automatizados não só nos auxiliam e aconselham, mas também tomam ações decisivas em nosso nome, tanto no mundo físico como no digital. Ao trabalharem em conjunto, multiplicam a produção coletiva dos profissionais e geram um valor imenso para as empresas que optam por participar.

Criar valor em novas realidades: com mundos ricos e imersivos de interação pessoal, como o metaverso, por exemplo, serão lugares e experiências que se fundirão entre o digital e físico. A pesquisa mostrou que, no varejo, um terço (33%) dos consumidores indicam que estão ou estariam interessados em utilizar tecnologias, ou dispositivos de computação espacial para fazer compras.

Uma nova interface humana: por meio de tecnologias inovadoras e integradas – como acessórios com IA, neurotecnologia com detecção cerebral e rastreamento ocular e de movimento – para desbloquear uma melhor compreensão de nós, nossas vidas e nossas intenções e usar insights mais profundos para melhorar a maneira como trabalhamos e vivemos.

 “Acho que precisamos entender quais são os ângulos de usar esse potencial como uma verdadeira alavanca de inclusão social, já que basta ter um idioma para programar algo muito complicado. Como podemos potencializar isso na sociedade? Acho que, se quisermos de forma organizada, temos um potencial maior do que outras regiões no país”, questiona o executivo. “Como sociedade, estamos começando a entender. Primeiro, o que é essa tecnologia técnica da Inteligência Artificial generativa, isso porque o impacto dela não é apenas um processo corporativo. Na minha visão, isso terá um impacto bastante interessante na sociedade como um todo.”, finaliza Daniel Lázaro.

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