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Serasa Experian aponta estratégias para gestão de carteira de crédito 

Fonte: Jessica Chalegra

A qualidade da carteira de crédito é um elemento crucial para a saúde financeira de qualquer instituição que concede empréstimos. Empresas que se destacam nesse setor são aquelas que não apenas conseguem atrair um grande número de clientes, mas que também implementam estratégias eficazes para avaliar e gerenciar o risco associado a esses empréstimos. Melhorar a qualidade da carteira de crédito envolve a adoção de mecanismos robustos e ferramentas inovadoras que permitem uma análise detalhada do perfil dos clientes e a capacidade de prever seu comportamento financeiro futuro.

Neste cenário, para avaliar a qualidade da carteira de crédito, existem diversas metodologias que apoiam as empresas na ciência de concessão de crédito, sempre com o objetivo de compreender os perfis de risco analisados e reduzir a taxa de inadimplência. Um dos critérios mais utilizados no mercado são os 5C’s do crédito que podem ser traduzidos por: Caráter, Capacidade, Capital, Colateral e Condições.

O indicador de caráter, o primeiro “C” dos 5C’s, está relacionado ao nível de confiabilidade e histórico de crédito de cada CPF ou CNPJ. Essa análise envolve aspectos como o histórico financeiro, a pontualidade de pagamento, o Serasa Score, que indica a probabilidade de o consumidor pagar suas contas em dia num horizonte de seis meses, assim como outros atributos ou mesmo informações de relacionamento com a própria credora.

A capacidade olha para a renda ou faturamento estimado, ou seja, a capacidade de arcar com novos compromissos financeiros. Isso impacta sua estabilidade monetária e está diretamente relacionado a quanto o CNPJ ou CPF conseguirá pagar depois de receber o crédito é como uma análise de renda. Já o capital refere-se ao patrimônio do consumidor, ou seja, os recursos financeiros que ele possui como economias, investimentos e outros ativos que podem ser usados para pagar o crédito no caso de dificuldades financeiras.

O “C” do colateral são os ativos tangíveis que podem ser garantias do crédito tomado, como um carro ou uma casa. Ou no caso de pessoas jurídicas, os recebíveis. Por fim, as condições referem-se a movimentos externos que impactam a capacidade de pagamento, como taxa de juros, prazo ou número parcelas, por exemplo.

“Tal metodologia permite ter uma visão ampla e completa risco/potencial do tomador de crédito – consumidor ou empresa. Sabemos que a qualidade de uma carteira de crédito é medida pela menor taxa de inadimplência possível e aplicar critérios com base em dados e inteligência é uma ciência complexa e que demanda expertise. Nosso papel, como Serasa Experian, é apoiar as empresas e pessoas na democratização do acesso ao crédito baseado em inteligência analítica”, explica Pedro Braga, diretor de Decision Analytics da Serasa Experian.

Avaliação de carteira de crédito para diminuir risco de inadimplência

Segundo Pedro Braga, uma avaliação de crédito nunca é igual de empresa para empresa. Na hora de avaliar ou reavaliar as solicitações, a credora analisa diversas variáveis com informações do seu banco de dados, de mercado, de bureaus de crédito e faz o cruzamento com sua política de crédito e seu apetite para risco para poder determinar o crédito de cada cliente e até mesmo o produto mais adequado ao perfil deste.

“É importante que haja uma avaliação do passado e do momento atual do cliente com o intuito de entender e analisar todo seu comportamento financeiro, entendendo antigos atrasos ou inadimplências, por meio dos dados negativos e seu histórico, capacidade e comportamento de pagamento por meio dos dados positivos. O Open Finance pode ajudar muito nessa etapa, uma vez que facilitou o compartilhamento de informações, com o consentimento do cliente, claro. Esses dados financeiros trazem insights importantes sobre seu comportamento e histórico. No entanto, é importante ressaltar que mais importante que o dado em si é a análise e inteligência para categorizar tais insumos”, pontua.

Ele reforça que, quanto mais munida de informações e dados variados, mais assertiva é essa análise, não ficando apenas definida pela concessão ou negativa de crédito, mas alterando o limite de crédito de acordo com o risco estabelecido para o CNPJ ou CPF. Sendo assim, contar com dados confiáveis e robustos de uma datatech, como a Serasa Experian, é essencial para que os credores se sintam seguros e confortáveis para entender o potencial e risco de cada concessão e com isso, estejam munidos das melhores informações.

“Em resumo, é preciso ter uma política de decisão acurada, inteligente, automatizada e que considera diferentes variáveis e ramificações possíveis entre clientes com perfis de risco e capacidades distintas. A Serasa Experian possui expertise que contribui com as políticas definidas pelas empresas e contemplando toda a jornada de crédito, desde a prospecção de clientes até soluções de cobrança”, acrescenta.

Além disso, a adoção de novas tecnologias pode agregar nesse processo, que demanda cada vez mais por automação e rapidez. O intuito dessas ferramentas é facilitar e simplificar os processos, uma vez que o número de informações e dados é cada vez mais volumoso.

“No entanto, na nossa visão, o diferencial segue sendo a tratativa dos dados. Essas informações soltas podem até mesmo atrapalhar as análises se não forem feitas com cuidado e cautela. O desafio passa a ser como categorizar e interpretar todo esse montante de informações sem perder a rapidez e a cautela com as informações analisadas. Para isso a união de cientistas de dados e técnicas de Inteligência Artificial (IA), como Machine Learning e Deep Learning são essenciais para simplificar a facilitar os processos”, comenta

“Elas tendem ainda, como no caso da IA, a melhorar a gestão de riscos e a conformidade, aprimorar a detecção e prevenção de fraudes e a fornecer relatórios e previsões mais baseados em dados. No ecossistema de crédito, irá permitir avanços na análise e na modelagem que tornarão a tomada de decisões sobre risco de crédito mais eficiente e precisa. E nós, como Serasa Experian, estamos preparados para esse futuro, visto que já disponibilizamos tais tecnologias para nossos clientes trazendo eficiência e total autonomia”, complementa.

Alerta de inadimplência

Um dos grandes desafios das empresas está em equilibrar a necessidade de expandir a base de clientes com a necessidade de minimizar os riscos de crédito, ainda mais é um cenário desafiador em termos de juros altos e inadimplência, explica Pedro Braga. Com a estabilização econômica desses índices, há uma tendência e um apetite maior para novas estratégias de crescimento que equilibrem tais fatores.

“Para isso, é preciso ter em mente a fidelização e rentabilização dos clientes que já estão na sua base, além de uma avaliação preventiva quanto ao risco de inadimplência futura. É importante ter uma estratégia definida para esse público, uma vez que o custo de aquisição é alto – e já foi realizado – e as informações sobre esse CPF ou CNPJ já estão na sua base. Sendo assim, uma gestão de carteira inteligente, que monitore constantemente o potencial da base, que utilize dados específicos para cada perfil de cliente e linha de produtos, acompanhe as oscilações no cenário econômico geral e as mudanças/evoluções no perfil financeiro dos clientes individuais, é essencial”, comenta.

“Por outro lado, uma expansão também demanda novos clientes e nessa etapa uma prospecção adequada, que otimize o custo de aquisição, é primordial e precisa ser feita com base em análise de dados, além de marketing. Saber qual cliente prospectar e como ofertar de maneira adequada para cada potencial cliente, reduzindo o risco, exige uma abordagem data driven além de capacidade analítica e de inteligência que permita a elaboração da estratégia mais adequada e eficiente. Em suma, considerar os dados completos, do passado e do presente, é uma das estratégias para prever comportamentos, antecipando movimentos e ajustando o controle de risco”, acrescenta.

Além disso, o executivo aponta que uma das melhores estratégias é trabalhar com a prevenção. Ou seja, por meio do monitoramento contínuo da carteira, a constante captura e análise de dados para compreensão das informações, dos comportamentos e hábitos financeiros dos clientes. Assim, é possível ter mais previsibilidade e entender quando é necessário realizar mudanças na gestão de crédito e de cobrança, além de identificar clientes que estão num momento de propensão à inadimplência – seja por uma questão pessoal ou pelo cenário macroeconômico. Com isso, a empresa pode realizar ações pró-ativas que, além de evitar a inadimplência, não prejudicam o relacionamento com esse cliente. 

CCX – Credit and Collection Experience

No dia 6 de agosto, o Credit and Collection Experience (CCX) reunirá especialistas, lideranças e empresários para debater e propor soluções para os desafios da jornada dos consumidores brasileiros no acesso ao crédito e na resolução de dívidas.

Diante de transformações no setor, motivadas por tecnologias recentes como a Inteligência Artificial generativa, Big Data e Machine Learning, chega o momento de aprofundar conhecimentos para construir a sustentabilidade financeira e econômica do país.

Venha transformar o crédito e cobrança no CCX! Confira a programação do evento clicando aqui.

Foto: Shutterstock.com

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