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O que é uma usina com sobra?

Fonte: Yvana Leitao

O que é uma usina fotovoltaica com sobra?

Usina Solar fotovoltaica em operação. Foto: RenovaEco/Divulgação

O significado de uma usina com sobra, na verdade, é um sistema de geração de energia em que a unidade consumidora não utiliza toda a energia que foi gerada pelo sistema, tendo uma “sobra”.

Ou seja, se toda carga que é gerada não é completamente utilizada, gera um excedente de energia.

E quando esse excedente não é utilizado, ele passa a promover o saldo de créditos de energia da unidade geradora, desde que esta usina participe do sistema de compensação de energia, que é disponível para as unidades consumidoras do mercado cativo.

O saldo de créditos possui uma validade para ser utilizado e podem ser expirados, caso não sejam consumidos no prazo estipulado por lei.

Segundo Rodrigo Renó, presidente da RenovaEco Cooperativa de Energia, situações como esta são entendidas como um ponto de ineficiência de aproveitamento de recursos.

“É como dizer que você está deixando dinheiro parado na conta bancária e deixando de aplicá-lo”, afirmou.

E como o gerador pode participar?

“O gerador pode escolher melhorar o aproveitamento energético de sua geração excedente. Para isso, disponibiliza à cooperativa o excedente gerado”, explicou Renó.

“Para garantir que o excedente seja aproveitado pela cooperativa, é essencial que o gerador seja um cooperado”, afirmou.

Assim, dentro do modelo cooperativo, ele poderá beneficiar outros cooperados que não possuem sistema de geração, fortalecendo a colaboração e a sustentabilidade na comunidade.

Rodrigo afirma que, embora estejamos falando de um mercado de energia e de geração distribuída, é uma operação inerente ao Cooperativismo, onde um cooperado beneficia outro cooperado.

Conforme o volume mensal de excedente de geração, o gerador pode beneficiar-se de diferentes maneiras, desde o abatimento de sua conta mínima, até a geração de superávit, que poderá se transformar em recursos de qualquer natureza, como dinheiro ou outra forma de valor.

“O modelo cooperativo pode viabilizar mais eficiência nos investimentos em geração distribuída e mais oportunidades de negócio para integradores solares”, afirmou Renó.

“Ainda, quando bem trabalhado e estimulado, o cooperativismo tido como base, passa a movimentar e a impactar de maneira orgânica todas as cadeias de valor que dependem de energia, demonstrando ser um importante alicerce, ou mesmo a via principal, para o desenvolvimento local e regional”, completou.

Segundo Rodrigo, as práticas vão inclusive de encontro à chamada compensação distribuída, modelo de geração distribuída com compensação local, que vem se mostrando tão impactante quanto modelos de desenvolvimento praticados por cooperativas de crédito.

Foto: RenovaEco/Divulgação

Produção agrícola em consórcio

Rodrigo traz um exemplo de uma usina que entrou recentemente em operação, para a qual está sendo aplicado o conceito de produção agrícola em consórcio.

A usina está localizada no município de Piranguinho(MG). A tecnologia usada no sistema foi de módulos bifaciais, e em meio a usina, foram introduzidas culturas de abacaxi e feijão.

A usina adotou módulos bifaciais e inovou ao integrar cultivos de abacaxi e feijão entre os painéis solares. Foto: RenovaEco/Divulgação

“A inspiração para a prática do consórcio agrícola remonta ao início das operações da RenonvaEco, onde o conceito do cooperativismo foi muito bem assimilado pelo produtor rural proprietário do terreno, onde está a primeira usina que entrou em operação no sistema de geração compartilhada da cooperativa, localizada no município de Maria da Fé-MG”, comentou Renó.

“Foi um projeto onde a produção agrícola de abóboras de diferentes tipos possibilitou a geração de valor ao produtor rural, que também participa como arrendador do espaço, proprietário de parte da usina, zelador do sistema de geração e provedor de produtos orgânicos a outros cooperados”, completou.

Foto: RenovaEco/Divulgação

Confira também o episódio completo do Papo Solar com Rodrigo Renó com o tema: ‘Descubra como o cooperativismo está revolucionando o mercado de energia renovável no Brasil”.


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