Cielo lança solução de agente de IA para pagamentos

Fonte: Marcelo Brandao

A forma como os brasileiros pagam por produtos e serviços está mudando rapidamente, e no centro dessa transformação estão os agentes de IA. Chatbots e assistentes virtuais deixaram de ser apenas canais de atendimento e passaram a atuar como verdadeiros consultores de compra, capazes de entender o que o consumidor precisa, recomendar produtos e, agora, também concluir o pagamento sem que o cliente precise sair da conversa.

Esse movimento coloca os meios de pagamento no centro de uma nova experiência de consumo, e é justamente nesse cenário que a Cielo apresenta sua mais recente inovação: uma solução para pagamentos por agentes de IA.

Agente de IA vira consultor de compras

A tecnologia utilizada pela Cielo é o padrão aberto AP2, desenvolvido pelo Google Cloud. Com ela, os agentes de IA operam como consultores, compreendem a intenção do cliente, negociam as melhores condições de pagamento e executam a transação financeira de ponta a ponta.

Os consumidores também passam a receber recomendações e finalizar compras de forma segura e autônoma, sem a necessidade de preencher formulários ou sair da conversa com o agente de IA.

Os ganhos para lojistas

Para a Cielo, a automação das vendas também traz ganhos diretos para os lojistas. Dados da companhia revelam que a plataforma reduz o tempo médio de checkout em até 60% e pode diminuir o abandono de compras no carrinho em cerca de 30%.

Como resultado, as empresas que adotam a tecnologia de agentes de IA podem ver um aumento de até 15% na taxa de vendas concluídas e uma redução de até 20% nos custos de cada operação.

Além disso, a ferramenta ajuda o lojista a conhecer melhor as preferências de seus clientes para oferecer promoções personalizadas.

Para Estanislau Bassols, CEO da Cielo, o processo de checkout agora se torna “uma interação fluida”. “Onde antes eram necessários múltiplos cliques e preenchimento manual de dados para a compra de produtos online, agora os agentes de IA atuam como consultores virtuais, que compreendem a intenção do cliente, negociam condições e executam a transação de ponta a ponta”, explica o executivo.

Infraestrutura e segurança

A comunicação entre os sistemas do cliente e do lojista ocorre de forma padronizada, eliminando barreiras tecnológicas através de protocolos abertos como o A2A (Agent to Agent), que permite a troca de mensagens e a negociação direta entre assistentes virtuais de diferentes empresas. Já o MCP (Model Context Protocol), conecta agentes aos sistemas de negócio do lojista, como catálogos de produtos e controle de estoque, operando em conjunto com o protocolo de pagamentos AP2.

Para viabilizar essa operação em escala global com a segurança exigida pelo setor financeiro, a plataforma da Cielo é estruturada sobre diferentes pilares tecnológicos. Entre eles:

  • Agentes inteligentes: com soluções para construção e orquestração técnica dos agentes na plataforma; e para processamento de linguagem natural, a fim de compreender as intenções de compra e executar as transações de ponta a ponta de forma autônoma.
  • Orquestração e Processamento: o processamento das vendas acontece em uma estrutura projetada para suportar milhões de transações diárias em frações de segundos. Além disso, todas as operações ficam registradas para fins de auditoria e conformidade de mercado.
  • Segurança de Dados: soluções de tecnologia avançadas trabalham em conjunto para a proteção das informações, o gerenciamento das chaves de acesso e o cuidado com os dados dos clientes. Tudo de acordo com as exigências do mercado financeiro internacional.

Um avanço na jornada de compra no varejo

A iniciativa da Cielo no Brasil está alinhada a um movimento internacional, em que players consolidados já testam pagamentos autônomos por agentes de IA. Ela sinaliza um novo estágio para o varejo brasileiro à medida que protocolos abertos como AP2, A2A e MCP se consolidam.

Essa nova fase com agentes de IA também estabelece dois caminhos muitos claros para o varejo: a oportunidade de ganho de eficiência para lojistas e a necessidade de atenção a temas ainda em aberto, como segurança, auditoria e responsabilidade em caso de erro ou fraude na execução.

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