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Com aceleração de IA, demanda por computação em nuvem irá explodir

Fonte: Jessica Chalegra

A demanda por novas tecnologias reflete diretamente no mercado de trabalho. Cerca de 65% das principais empresas latino-americanas têm dificuldade para recrutar e reter talentos com as habilidades necessárias para adotar uma cultura digital e atender às necessidades de negócios atuais e futuras, segundo dados do IDC. Diante dessa dificuldade, a Amazon Web Services (AWS) assumiu o compromisso global de treinar 29 milhões de pessoas em habilidades de nuvem até 2025. Desde que essa meta foi traçada, em 2020, 21 milhões de pessoas foram capacitadas.

“Anunciamos recentemente o ‘AI Ready’, um programa com um investimento de US$ 12 milhões que visa fornecer treinamento e educação gratuitos em habilidades em Inteligência Artificial (IA) para 2 milhões de pessoas em todo o mundo até 2025. No Brasil, construímos parceria com grandes clientes, como Grupo Boticário, Meta, Localiza, e Universidade Estácio, para lançar programas de capacitação que vão qualificar meio milhão de pessoas em computação em nuvem até o final de 2025. Em dezembro também lançamos o curso gratuito ‘Simplificando a Inteligência Artificial generativa’, em colaboração com a escola de programação Trybe, com o objetivo de capacitar 12 mil pessoas em IA generativa”, comenta Cleber Morais, Managing Director AWS Global Sales LATAM.

Segundo o executivo, a adoção massiva da IA generativa vai criar um salto de inovação e produtividade. Na Amazon Web Services, a expectativa é poder proporcionar a grandes empresas, startups, governos e à sociedade brasileira as ferramentas que poderão alçar o país à liderança dessa transformação digital. Ele reforça ainda ser quase inevitável o domínio da IA generativa no mundo corporativo, e que novos produtos e soluções que surgirão nos próximos anos não podem ser imaginados.

“Com a aceleração do uso de IA generativa, a demanda por computação em nuvem vai explodir. Um estudo do Fórum Econômico Mundial de 2020, já previa que a computação em nuvem seria o principal tipo de tecnologia em que empresas de todo o mundo iriam investir até 2025. Com a democratização do uso de IA generativa, a tendência é de que o investimento em nuvem cresça ainda mais, porque os aplicativos de IA precisam ser treinados em grandes bases de dados, e a melhor plataforma para hospedar grandes volumes de dados com segurança é a nuvem”, pontua.

Serviços e clientes

Com a inovação no DNA, tanto a Amazon quanto a Amazon Web Services trabalham para oferecer os melhores serviços a seus clientes. Com investimentos voltados para o desenvolvimento e implantação de Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning (ML), e trabalhado fortemente no desenvolvimento e implantação de ambas as tecnologias por mais de duas décadas. A Amazon Web Services (AWS) tem sido a oferta de nuvem mais abrangente e amplamente adotada do mundo por mais de 15 anos e, em 2024, celebra 13 anos de sua chegada ao Brasil.

“Desde o dia em que começou a ser oferecida, a nuvem é o berço da inovação, viabilizando jornadas de transformação e impulsionando o avanço tecnológico. Por isso, desde que chegamos no Brasil, ajudamos no nascimento e fortalecimento de empresas e serviços que eram inimagináveis na época, como os aplicativos de delivery e os bancos digitais”, comenta Cleber Morais. “Para se ter uma ideia, as pessoas tocam a nuvem todos os dias, na maioria das vezes sem perceber, ao verificar os e-mails e armazenar fotos, ao pedir uma comida no iFood ou um carro pelo Uber, para fazer um Pix, assistir um filme na Netflix, Prime Vídeo ou ouvir música em serviços de streaming, quando marca seu exercício na Gympass ou busca uma nova casa no Quinto Andar. Tudo isso passa pela nuvem da AWS antes de chegar em nossas mãos”.

Nesse cenário, os primeiros clientes a adotarem a nuvem foram as startups, que viam o valor de usar a mais moderna tecnologia existente para provar suas ideias e construir seus negócios com um investimento mínimo. Depois, um perfil específico de clientes começou a abraçar a AWS no Brasil: as fintechs. “Foi quando vimos nascer Nubank, PicPay, Creditas, EBANX, entre outros. São empresas que transformaram, e continuam transformando, o setor financeiro, os meios de pagamento e que vêm ganhando o mundo”, relembra Morais.

Enquanto startups das mais variadas e fintechs seguiam avançando, a Amazon Web Services começou a enxergar um amadurecimento da discussão sobre a nuvem dentro do segmento Enterprise. Há cerca de cinco anos, a empresa viu surgir a terceira onda de adoção de sua tecnologia no Brasil: grandes clientes, como Itaú, Petrobras, Grupo Boticário, Bayer (com projeto de agricultura carbono neutro), hospital Albert Einstein, Ambev, Cemig e muitos outros. Os últimos três anos apresentaram um crescimento acelerado, de desafios de negócios complexos e bem-sucedidos.

Em 2022, começou a quarta onda de adoção dos serviços da AWS no Brasil, desta vez no segmento de pequenas e médias empresas (PMEs). Em vez de adquirir hardware on-premises ou usar arquivos físicos, a PME pode usar tecnologia em nuvem para prestar suporte a funcionários remotos, entender melhor seus clientes e fazer o backup de dados. Como só se paga pelos serviços usados, eles podem ser facilmente adaptados às demandas dinâmicas da empresa.

“A disponibilidade de serviços na nuvem da AWS apoia a inovação, pois podem ser utilizados a um custo acessível por qualquer empresa, independentemente do tamanho. Hoje, a AWS está presente em todas as verticais que se possa imaginar, do agronegócio até escritórios de advocacia, passando pelo comércio e o setor de saúde. A tecnologia em nuvem é capaz de transformar todos esses negócios com segurança com conformidade, resiliência, escalabilidade e elasticidade”, frisa.

AWS e as novas tecnologias em prol da produtividade

Com o avanço da IA generativa e das novas tecnologias, as organizações têm no uso intensivo dessas inovações e estão cada vez mais orientadas por dados. A busca está em usar ferramentas que coloquem o cliente no centro. Com os dados certos, é possível intensificar a eficiência nos negócios, identificar e melhorar os processos e a performance a fim de promover experiências melhores, mais personalizadas e aprofundar o engajamento. 

“Soluções avançadas de Inteligência Artificial, Machine Learning, reconhecimento facial e robotização estão sendo implementadas para agilizar processos e otimizar toda a cadeia. A IA também já começou a transformar o local de trabalho, desde a forma como empresas operam até as próprias tarefas realizadas. A IA tem potencial de se tornar uma tecnologia revolucionária para aumentar a produtividade, além de auxiliar pessoas em tarefas repetitivas ou que exigem muito tempo, o que já está acontecendo. No entanto, para aproveitar as oportunidades ao seu favor, é preciso que o profissional esteja atento às mudanças no mercado e invista em capacitação”, explica Cleber Morais.

Um estudo da Access Partnership, em colaboração com a Amazon Web Services, feito com 500 organizações no Brasil, mostrou que 97% de todos os empregadores pesquisados esperam usar soluções baseadas em IA até 2028, enquanto outros 68% almejam que a automação de tarefas seja o principal benefício da IA. A pesquisa mostrou ainda que 98% dos líderes e 97% dos funcionários entrevistados conseguem identificar pelo menos um benefício da IA generativa, mesmo que não planejem usá-la.

“Os empregadores estão dispostos a pagar uma média de 46% a mais em salários para funcionários com habilidades em AI. O maior salário se justifica porque os empregadores pesquisados acreditam que a IA impulsionará a produtividade em 66% quando for plenamente usada ao longo de todas as funções profissionais”, reforça.

 Soluções digitais e a personalização do atendimento

Dentro da constante evolução tecnológica, as empresas têm se empenhado em oferecer experiências personalizadas aos seus clientes. A personalização do atendimento deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade estratégica, capaz de estabelecer laços mais fortes e duradouros com o público. Sendo assim, soluções digitais surgem como ferramentas poderosas, que permitem não apenas entender melhor as preferências e comportamentos dos consumidores, mas antecipar suas necessidades.

Nesse cenário, a Amazon Web Services elaborou um método de trabalho chamado de “working backwards”. Nele, é identificado o que o cliente precisa e para agir de forma reversa para inovar. Mais de 90% dos produtos, serviços e features construídos na AWS resultam de solicitações dos consumidores, enquanto os outros 10% das inovações surgiram de necessidades que eles podem não estar expressando, mas que foram detectadas.

“Empresas como Itaú, Localiza, Arezzo e Hospital Albert Einstein usam nuvem muito além de processamento de dados e utilizam serviços de análise e Inteligência Artificial no dia a dia, para melhorar o atendimento para seus clientes. A Arezzo bateu recorde em suas vendas digitais com um pool de soluções da AWS que integra a base de dados de CRM para oferecer ofertas personalizadas, vitrine virtual, com estoques das lojas e estoque web integrados e link de pagamento individual”, lembra o executivo. “A marca transformou o relacionamento com os seus mais de 10 milhões de clientes e hoje consegue fazer estudos de campanha de forma otimizada e aprimorar a segmentação do seu público-alvo para os clientes das lojas e do e-commerce. Atualmente, 4.500 vendedores utilizam a solução para fazer mais de 2 milhões de ativações todos os meses, gerando uma receita influenciada de R$ 50 milhões ao mês, cifra que representa um crescimento de 70% para a companhia”, completa.

A IA dentro da AWS

Desde 2006, a AWS tem investido no desenvolvimento e implantação de IA e ML, e a Amazon trabalha fortemente com IA há mais de 20 anos. Recentemente, os aplicativos de IA generativa capturaram a atenção e a imaginação de todos, mas a Inteligência Artificial e o Machine Learning estão em todas as ofertas AWS – computação, armazenamento, banco de dados, redes e entrega de conteúdo, análises, segurança, identidade e conformidade etc. Hoje, a AWS tem mais de 100 mil clientes que utilizam aplicações de IA, o que reflete sua capacidade de ajudar diversas empresas de ramos diferentes e, a longo prazo, quer fazer de cada companhia uma empresa de inteligência artificial. O intuito é tornar a IA generativa fácil, prática e econômica para os clientes.

“A AWS não só ajuda empresas por meio de soluções baseadas em IA generativa, mas também mostra seu compromisso investindo em novas tecnologias e em parceiros e clientes. Um exemplo recente disso é o anúncio do investimento de US$ 4 bilhões na startup Anthropic, criadora do Claude – um assistente virtual baseado em IA, que já está disponível na plataforma da AWS. Este compromisso e investimento aparecem tanto para serviços voltados para o cliente quanto para operações internas, desde os mecanismos de recomendação que personalizam a experiência de compra na Amazon.com, robôs movidos a IA que otimizam o atendimento de pedidos nos armazéns e conversas com a Alexa”, comenta Morais.

“Estamos prestes a ver a próxima onda de adoção generalizada de Machine Learning, com a oportunidade de reinventar cada experiência e aplicação do cliente com IA generativa. Em longo prazo, a AWS quer fazer de cada empresa uma empresa de inteligência artificial, pois entendemos que a inovação da Amazon se reflete nas estratégias das empresas”, finaliza.

Foto: Shutterstock.com.

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