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Governo decide nesta semana se prorroga GLO em portos e aeroportos | CNN Brasil

Fonte: renatasouza

O governo federal deve decidir nesta quinta-feira (2) se prorroga a autorização para que militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica atuem no combate ao tráfico de drogas e de armas em portos e aeroportos do país.

O ministro Ricardo Lewandowski, da Justiça e Segurança Pública, deve se reunir na quinta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e integrantes do governo para fazer um balanço da operação e definir se deve ou não haver prorrogação da presença de militares nos portos e aeroportos de São Paulo e Rio de Janeiro.

A continuidade da operação representaria, na avaliação de fontes que acompanham as conversas, um gesto do governo no enfrentamento à criminalidade — tema em que é mal avaliado, segundo pesquisas de opinião.

Pesa em desfavor da prorrogação o custo para manter a operação, descrita por fontes que acompanham as ações como extremamente cara.

Não há uma estimativa de quanto foi gasto desde que entrou em vigor. Nos três primeiros meses, os gastos com a operação giraram em torno de R$ 200 milhões, de acordo com o então ministro Flávio Dino.

O decreto que prevê a atuação das Forças Armadas em parceria com Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal e Força Nacional está em vigor até sexta-feira (3).

A autorização foi concedida pelo presidente Lula em novembro do ano passado.

Os militares atuam nos portos do Rio de Janeiro e de Itaguaí, nas Baías de Guanabara e de Sepetiba, na área brasileira do Lago de Itaipu, no Porto de Santos e seus acessos marítimos, e nos aeroportos internacionais do Galeão e de Guarulhos.

Em quase seis meses, a operação prendeu 2.841 pessoas, apreendeu 274 armas — sendo 30 fuzis e dez granadas —, 144 toneladas de drogas e 31 mil bens que somam R$ 115 milhões.

Uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) dá poder de polícia aos militares com o objetivo de preservar a integridade da população e garantir o funcionamento normal das instituições.

A operação só pode ser decretada por ordem direta e expressa do presidente de República e para suprir a falta de agentes das forças tradicionais de segurança em situações muito graves de “perturbação da ordem”.

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