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À CNN, Raquel Lyra defende cota para mulheres no Legislativo e diz sofrer diariamente violência política | CNN Brasil

Fonte: nathanlopes

“Todos os dias eu sofro violência política. Eu gabaritei já sobre isso e qualquer mulher que está na política sofre também”, afirma a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), com exclusividade ao CNN Entrevistas. Para ela, uma das principais faces da renovação política do Brasil atualmente, é necessário estabelecer cotas de vagas para as mulheres nos Legislativos.

“Eu defendo isso, porque toda vez, inclusive, quando você coloca cota (para as candidaturas) tenta se anistiar cotas (o descumprimento pelos partidos)”, argumenta Raquel Lyra.

A gente precisa eleger mais mulheres para fazer mudança de verdade. Somos mais de 50% da população. Precisamos ter uma mudança na estrutura política do Brasil, para dentro dos partidos políticos

Raquel Lyra

No início deste ano, Raquel Lyra viveu um dos episódios de maior repercussão no que diz respeito a misoginia e preconceito contra a atuação feminina na política.

Após um discurso na abertura do ano legislativo, os microfones do plenário da Assembleia Legislativa captaram o presidente da Casa, Alvaro Porto, do mesmo PSDB da governadora, usar um palavrão e criticar a fala da chefe do Executivo.

“O Brasil ainda está muito atrasado nessa questão. Nós estamos muito longe de chegar em um nível de bom senso”, aponta. “Quem comanda partidos políticos hoje no Brasil, em sua imensa maioria, quem comanda a política são homens.”

A cara da pobreza é a cara de uma mulher

Para a primeira mulher governadora de Pernambuco e uma das duas únicas eleitas nos estados brasileiros em 2022 – Fátima Bezerra (PT) está no segundo mandato no Rio Grande do Norte –, as gestoras têm outros diferenciais em relação aos homens que são percebidos pelos eleitores.

“O nosso papo é mais reto. A gente constrói papo no olho no olho. Tenho certeza de que a população me elegeu por causa disso também”, afirma.

Raquel Lyra destaca ao longo da entrevista o protagonismo feminino em outras atividades e reforça a importância de se olhar para elas no desenho e implementação das políticas públicas.

“A cara da pobreza é a cara da pobreza de uma mulher. Ela que perde emprego primeiro, ela que passa mais fome, ela que não tem casa para morar”, diz a governadora, ao citar que 70% das casas entregues em programas habitacionais do estado são para mulheres. “Essa é uma pauta do Brasil, é uma pauta de Pernambuco.”

Confira a entrevista na íntegra abaixo:

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